de manhã
vejo de manhã
imagino a manhã
lavo as manhãs dos rostos
lavo os rostos da manhã
pressagio os vulcões expulsos das entranhas
das peles confrangidas
escolho botões de perfumes assassinos
vou à vida
que a morte nunca mais chega
ainda ontem me vi
na montra de um navio
afundou-se a alegoria
renasço em pedaços de sol matinal
arranco o vento restante
penduro resmas de cebolas
nas chaminés terrificantes
deito fora as contas de e-mail
billy collins / o aprendiz
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O meu livro e ensinamentos poéticos,
comprado numa banca ao ar livre junto ao rio,
apresenta muitas regras
sobre o que escrever e não escrever.
Mais...
Há 8 horas





1 comentário:
vou à vida
que a morte nunca mais chega
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