sexta-feira, junho 29, 2007

Museu Berardo

 

Durante algum tempo, entrada livre às sextas, sábados e domingos. Vale a pena aproveitar.
Noutro dia vi o "Eixo do mal" na Sic Notícias e, exceptuando um dos participantes e a ausente Clara Ferreira Alves, todos "batiam" que se fartavam no Joe Berardo.
Eu cá por mim, estou bem contente por haver mais este museu e não quero saber se o homem é "boçal" e o que mais lhe chamam.
Somos peritos na má língua, mas a isso chama-se sentido de humor.
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enfim

 


Dias um pouco difíceis estes que passaram.
Mas não me apetece desabafar para o mundo virtual.
Nem para o outro.
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segunda-feira, junho 25, 2007

carotte again

 
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para alegrar

 
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o retrato e o retratado


trovador

CANTIGA DE AMOR DE REFRÃO

Como morreu quem nunca amar
se fez pela coisa que mais amou,
e quanto dela receou
sofreu, morrendo de pesar,
ai, minha senhora, assim morro eu.

Como morreu quem foi amar
quem nunca bem lhe quis fazr,
e de quem Deus lhe fez saber
que a morte havia de alcançar,
ai, minha senhora, assim morro eu.

Igual ao homem que endoideceu
com a grande mágoa que sentiu,
senhora, e nunca mais dormiu,
perdeu a paz, depois morreu,
ai, minha senhora, assim morro eu.

Como morreu quem amou tal
mulher que nunca lhe quis bem
e a viu levada por alguém
que a não valia nem a vale,
ai, minha senhora, assim morro eu.

Pai Soares de Traveirós
Natália Correia
CANTARES DOS TROVADORES
GALEGO-PORTUGUESES
Clássicos de Bolso
Editorial Estampa
3ª edição
1998

riscos nos céus de lisboa



Eleições





Cartazes, quase sempre muito mal feitos, para a campanha eleitoral.
Lisboa vê lá quem escolhes

sábado, junho 23, 2007

tranquilidade

largo da misericórdia

ontem

ontem foi um dia bom
fui levar as duas gravuras à galeria e gostaram delas
sobretudo da sangrada
(uma gravura sangrada é aquela
em que se imprime apenas uma parte da matriz)
neste caso usei duas zonas da matriz
acho que resultou

gostei muito de voltar a ver as pessoas da gravura que
me disseram que eu
estava a fazer muita falta,
que aquilo não era a mesma coisa sem mim

gosto tanto deste tipo de conversa...eheheh

é verdade

comovo-me
sinto que alguém me aprecia
ainda por cima foram os mais novos que o disseram

depois fomos au cinema
estava frio eu tinha ido sem casaco
assim comprei um casaquito em saldo
e lá fomos ver teresa

a vida de teresa de ávila

fotografia belíssima
um tanto despojado

mas antes disso fomos ver uma exposição de daniel
um pintor algarvio

gostei bastante de alguns trabalhos
e comprei uns livros na livrariazinha

hoje estive a imprimir fotografias
e a preguiçar

falei com a minha filha e com o marido
fico tão feliz quando falo com eles
estavam bem dispostos
continuam a gostar de estar lá em singapura

e não tenho feito os meus escritos

quinta-feira, junho 21, 2007

a outra banda

 


Esta é uma das fotos que tirei num dos meus passeios, há dias.

Hoje finalmente acabei as gravuras para a expo de setembro
ainda não sei se ponho as duas ou não
a última ficou bonita

ando a imprimr algumas das minhas fotos
talvez faça uma expo com elas
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quarta-feira, junho 20, 2007

fragores

quando as longas transparentes ruidosas cortinas
de águas frias sobre nós desabam em eufóricas
sinfonias
e nos sentimos parte de todo este fragor
actores da mesma
comédia
do mesmo drama
de igual farsa
sabemos que o nosso limitado espaço de manobra no
concerto das coisas
melhor dizendo
das nações
não passa de uma ridícula hipótese
que não é um gesto nosso
uma atitude protestante
uma raiva explosiva
um tiro na cabeça de quem quer que seja
que vai mudar o que quer que seja
talvez haja apenas um pequeno estremecer da forte estrutura
pelo menos a ilusão disso
gostaríamos de pensar assim
sempre nos dá alguma importância
mas nada nos tornará indispensáveis nas decisões
dos malandros que comamdam o mundo
as eleições já não fazem mossa a ninguém
pois a democracia é uma miragem

não haverá por aí uma ilha em saldo
com alguma vegetação
água
luz das estrelas?

já agora noutro planeta

m.f.s.

quintaleco

 
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terça-feira, junho 19, 2007

Jorge de Sousa Braga

PEDRAS

Nem todas elas são de igual modo acessíveis. Algumas
resistem à menor abordagem. Cobrem-se de musgo. Ou
oferecem uma aresta cortante. Outras porém -as pedras
isoladas no alto dos montes, sempre na eminência de se
desmoronarem -são extremamente loquazes. Os seus
interlocutores preferidos são, no entanto, as bétulas e
não os homens.

Aqueles a quem ensinaram que há quem tenha uma
pedra no coração, ficarão deveras perplexos ao ouvi-
rem palpitar o coração das pedras.

Jorge de Sousa Braga

e esta?


You are The Star


Hope, expectation, Bright promises.


The Star is one of the great cards of faith, dreams realised


The Star is a card that looks to the future. It does not predict any immediate or powerful change, but it does predict hope and healing. This card suggests clarity of vision, spiritual insight. And, most importantly, that unexpected help will be coming, with water to quench your thirst, with a guiding light to the future. They might say you're a dreamer, but you're not the only one.


What Tarot Card are You?
Take the Test to Find Out.



Pois...ehehehe

segunda-feira, junho 18, 2007

ah

já agora

||||-_0//\ ??? =

palavras

deixa-me cá pensar um pouco sobre mais palavras...

2 minutos depois:


isso
pois
ok
oxalá
safa
arre
grrr (som inarticulado...pois)
e mais uns palavrõzitos que não me atrevo a escrever

hoje estou assim

vou mas é sair mesmo que chova

bichana



pronto eis a bichana uma vez mais

gravuras

ando de roda das provas das gravuras e nunca mais fico satisfeita
parecem-me sem interesse e demasiado "anti-tradição" se se pode dizer isto
há pouco tempo mostraram-me catálogos de exposições de gravura e com base nisso até devia estar descansada - tudo pode ser gravura...
ontem só saí para compras e hoje ainda aqui estou
este tempo chuvoso está a deprimir-me
ainda por cima acordei cedo e estive a ver um filme sobre a pedofilia nos E.U. exercida pelos padres sobre as crianças em especial os rapazinhos
foi terrível e dei comigo a chorar de forma incontrolável pelo drama das vítimas e pelas maningâncias da igreja católica
credo tenho que me animar
vou ver se encontro alguma foto razoável para pôr aqui

domingo, junho 17, 2007

influências

influenciar

talvez que um dos desejos escondidos de cada um de nós seja influenciar outros
poder levar outros a seguir as vias que queremos pode ser "embriagante"
ora bolas! não é nada disso a não ser que sejamos totalmente irresponsáveis
condicionar a vida de quem quer que seja será responabilizar-se pelas consequências
ai não me apetece continuar esta reflexão
mas não posso deixar de me assustar quando me sinto uma espécie de bitola para outros
como se se pudesse ter a nossa vida como reflexo de outra
o poder sobre os outros é uma maçada sobretudo quando não o queremos
e não quero que sobre mim exerçam qualquer poder
é claro que sei que não se pode fugir sempre a situações destas
mas não sou bitola, não sou modelo
não quero influenciar ninguém
pronto
já disse alguma coisa
amanhã vou estar mais feliz
la nonchalance...viver como quem passeia entre flores...com algumas silvas e cactos pelo meio, é certo
mas enfim com cores luzes perfumes algum sangue e liberdade
ou ao menos um simulacro

sábado, junho 16, 2007

escrito

pela manhã revejo
aquele porto
habitado de grandes
naves marítimas

retiro da minha carteira
uma foto antiga
nela isolo um rosto

coloco o rosto no horizonte
sobre um petroleiro vermelho

dominas a paisagem
suspenso em minhas mãos

o rosto des-focado
cabelos em fios como riscos
sobre vidro

a ternura saudosista
da sépia deslavada
a tua camisa branca
num fato branco

marujo que não embarca

ar sério
premonitório

homem que se afasta
no horizonte
das naves enormes
dos solenes mares
quase em fúria

mares que te devoram
marujo esbatido
homem de cabelos
em fios inquietos
pelo vento
que se aproxima

m.f.s.

escrito

as valsas que fazem voar os sonhos

o peso da atmosfera em sons

a frescura branca do ar livre


a desolação das golas rendadas

nos pescoços das donzelas antigas

contornos de águas que estremecem

sinais vermelhos sobre a pele branca

brincos tintilantes em orelhas fechadas

a mão

as mãos de destinos irrecusáveis

o vidro das gavetas secretas

armas de brincar nos bolsos

guinchos de violinos

arrastar de redes pescadoras

marulhar

ondas concêntricas sobre as águas

abismos
vertigem

m.f.s.

sexta-feira, junho 15, 2007

N. Y.


N. Y. 2005
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N. Y.


N. Y. 2005
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N.Y.

Não me lembro do autor deste trabalho visto num museu de N. Y. 2005
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Café


N. Y. 2005
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Exposição


N.Y. 2005
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passeios

os passeios estão suspensos...
ontem tirei mais uma prova de ensaio que saíu uma nulidade
arre que estou destreinada

mas vou ver se não me deixo abater

palavras ternas:

água-quente
veludo
roxo
pelo-de-gato
olho-de-flor
cetim-dos-olhos
retículas
como-é-bom
pele-murcha
sorriso-do-maigret
rocambole-na-memória
filha

palavras que gritam como o giz no quadro preto:

assobio-de lagarto
unha-cortada
lima
lixa
logotipo
manuseamento
manipulação
traição
hipocrisia
publicidade
cerveja-do-figo

belezas acústicas:

ronronar dos gatos
ganidos dos cães carentes
guincho de porta a abrir e a fechar
rabanada de vento
trovão sobre o quintal
abanar das copas das árvores
som ténue dos velhinhos quando olham ao longe

é tudo por agora

quinta-feira, junho 14, 2007

gatinha

Gozando o sol do Algarve
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escrito

sobre a noite a
outra noite
do teu regresso
os olhos dos teus
olhos
na noite
do teu regresso

na água as águas
dos teus olhos
nos lagos dos
teus olhos
a neblina
do teu céu
nublado

o céu do teu
regresso
contra a neblina dos
teus olhos

a partida sobre as
águas
dos teus passos
guiados pelos teus olhos
sem regresso

a busca na noite
do teu rasto
sem sombra de
estrelas
sem olhos enevoados
com negrumes de
luzes

m.f.s.

cortina

escrito

um voo de pensamento mal esboçado
a forma que se define contra os
vitrais
a catedral em que ressoam os
cânticos
sagrados

o pensamento que finalmente se
consolida
se eleva como o ressuscitado

se expande como o universo

e tu

a quatro dimensões contra o meu
peito
tu

uma estrela que explode
nas almas paradas

tu

de quem apenas sei que és
para quem se dirige
esta sombra
no meu rasto

em que se concentram
todos os desejos
todos os olhos de pestanas
recurvadas
como as das cinéfilas
empedernidas

todo o arfar cansado dos
que se escondem

todos os músculos modelados
nos esforço ginástico
toda a beleza provocada contra
as retículas

todos os excessos ostracizados
do corpo que se deita no tempo

todas as partículas de mim

tu que me devoras a cada instante
como o lobo a avozinha

não me leves o meu chapéu encarnado

m.f.s.

quarta-feira, junho 13, 2007

ai ai

DSCF05251

added this as a favorite. Added 5 hours ago
tashland says:
You have some extraordinary photo's! This one in particular I find very compelling. I can not work out if they are photo's of your artworks or found objects... either way, you have an incredible eye.

ai ai como estou vaidosa
a verdade é que só estrangeiros me dizem isto...

palavras

palavras belas às vezes:
dormir

feias às vezes:
dormir

palavras cantantes:
sorriso
bom-humor
brisa
contorno
tuba
farinelli
gato-das-botas
maçã-da-branca-de-neve
câmara-de-horrores

palavras surdas:
véu
onomatopeia
sobrancelhas-em-acento-circunflexo
wagner-ouvido-por-hitler
desenho-marítimo
secador-de-cabelo

Talvez haja mais noutra altura

yeh

havia uma porta
que se escondia
atrás de uma janela
atrás de uma porta
por detrás de uma
janela

havia um rosto
que se deitava
num travesseiro
numa cama com
outro rosto
deitado no
travesseiro

havia um espelho
que se esvaziava
todas as noites
e se enchia todas
as manhãs

havia uma voz
que cantava um blue
e uma grafonola
que tocava uma ária
numa sala deserta
num deserto sem salas

e um golfinho
que golfinhava
numa piscina
perto de si

um rei que não reinava
só jogava à bola
cuspia pro lado
dizia poesias
e enganava-se
sempre

havia um programa
que se deixava
patrocinar
por um gang de
mulheres mortas
nas ruas de ninive

uma mulher que se
desengonçava
ao som de um mozart
num palco de yeh-yeh
e afinal

era um homem

havia uma rocha
que resvalava
por um rosto de
algodão
e ria às
gargalhadas

havia outra mulher
que compulsivamente
escrevia estranhezas
e olhava a televisão
em que imagens e palavras
lhe faziam doer os olhos

em que os sons de tiros
carros em derrapagem
mafiosos elegantes
raparigas à venda
a empurravam
para escrever horrores

mais surrealistas
que as tripas
ensanguentadas
das séries americanas

m.f.s.

terça-feira, junho 12, 2007

Helder Baptista

Hoje no meu passeio encontrei um dos nossos grandes escultores, Helder Baptista. Foi agradável falar com ele. Conheci-o na minha infância.

olhos

Se olharmos com atenção para as pupilas de quem quer que seja, sobre as quais incida a luz solar, veremos que têm muitas cores. Mas ao longe vemos a sua fusão. Tal como no impressionismo.
Logo, as pupilas são impressionistas, isto é, como os quadros dessa corrente artística?
:)

Passeio de 3.ª feira

Bandeiras ao vento animam a paisagem

Gosto de fotografar e filmar sombras. Ainda não sei como pôr os filmezitos que tenho feito aqui. Isto é, sei que se pode fazer pelo youtube, mas ainda não arranjei paciência para isso.

Sim, divirtam-se, com ou sem olá.


O passeio de hoje foi pela beira-rio

Temas recorrentes nas minhas fotografias: longas perspectivas, neste caso com o reflexo do amarelo do camião na parede

Uma das muitas mentirinhas que aparecem por aí.