vou deixar este botão de
rosa sobre a mesa
devagar vai abrir-se
perfumar a
toalha
murchar
perder as folhas
quando chegares do
deserto da tua vida
já não haverá qualquer
rosa
mas talvez rastos de
um perfume delicado
persistente
único
à tua espera
m.f.s.
manuel antónio pina / saudade da prosa
-
Poesia, saudade da prosa;
escrevia «tu», escrevia «rosa»;
mas nada me pertencia,
nem o mundo lá fora
nem a memória,
o que ignorava ou que sabia.
E s...
Há 19 horas





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