deixo-vos nas mãos dos algozes enamorados
serrilhas afiadas contra o peito
desejo-vos boa sorte nas noites expurgadas de bonomias
sem glórias ferrugentas
espero-vos à saída das igrejas arruinadas
sobre fundos de mares esmeraldinos
céus vermelhos de nublados apocalipses
minhas asas carnavalescas apoquentadas
pela fragilidade das amoras silvestres
semeio nesses corações de papier maché
a revolta dos trevos alentejanos
nas curtas primaveras de senis cenários
colho da alma alguns desejos acamados
nas longas noites do inconsciente
fujo
fujo de mim
m.f.s.
joão habitualmente / metropolitano
-
na paragem do metro
à mesma hora
ao mesmo bocejo
os mesmos corpos
a mesma gente
a mesma viagem
a mesma janela para os sítios repetidos
pirilampos no tún...
Há 9 horas





Sem comentários:
Enviar um comentário