deixo-vos nas mãos dos algozes enamorados
serrilhas afiadas contra o peito
desejo-vos boa sorte nas noites expurgadas de bonomias
sem glórias ferrugentas
espero-vos à saída das igrejas arruinadas
sobre fundos de mares esmeraldinos
céus vermelhos de nublados apocalipses
minhas asas carnavalescas apoquentadas
pela fragilidade das amoras silvestres
semeio nesses corações de papier maché
a revolta dos trevos alentejanos
nas curtas primaveras de senis cenários
colho da alma alguns desejos acamados
nas longas noites do inconsciente
fujo
fujo de mim
m.f.s.
cesário verde / manhãs brumosas
-
Aquela, cujo amor me causa alguma pena,
Põe o chapéu ao lado, abre o cabelo à banda,
E com a forte voz cantada com que ordena,
Lembra-me, de manhã, quan...
Há 17 horas





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