o único lugar que existe à beira-mar de um rio
está na margem de um solitário coração
entre corujas sonolentas e alvos coelhos
vegetais de imortal plástico decorativo
nas mesas carunchosas dos antiquários
a única vez que vi um andarilho de pé descalço
foi em supostas caminhadas por húmidas sendas
entre geografias incompletas sobre planetas
por descobrir
e para chegar ao lugar único tive que roubar
as sandálias do peregrino que me tolhia o caminho
pendurar-me nas garras do paraquedista de passagem
olhar ternamente o amigo inexistente
e partir
primeiro
devagar
depois cavalgando
como as valquírias
a toda a brida
meu deus
que o tempo
parou há muito
mfs
billy collins / o aprendiz
-
O meu livro e ensinamentos poéticos,
comprado numa banca ao ar livre junto ao rio,
apresenta muitas regras
sobre o que escrever e não escrever.
Mais...
Há 13 horas





1 comentário:
olhar ternamente o amigo inexistente
e partir
...................
que o tempo
parou há muito
Frisco
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