a rosa tinha no seu ventre uma rosa
uma rosa que sangrava ouro
que juntava céu e mar montanhas e lagos
que roubava as cores das romãs maduras
que luziam seus dentes de rubi transparente
que reflectiam sobre a rosa a bendição das fadas
que abriam suas asas sobre o perfume
segregado pelo ventre da rosa onde outra rosa
florescia
mfs
joão habitualmente / metropolitano
-
na paragem do metro
à mesma hora
ao mesmo bocejo
os mesmos corpos
a mesma gente
a mesma viagem
a mesma janela para os sítios repetidos
pirilampos no tún...
Há 1 dia





Sem comentários:
Enviar um comentário