Que aborrecimento, só me saem banalidades...
tenho uma cicatriz na minha máscara
uma ferida no meu fato de arlequim
uma pena espetada na cintura
cada carnaval que baila
a cicatriz afunda-se na pele
a ferida rasga mais o vestuário
a pena desenha grafitos
entro na gôndola atracada
à minha porta
na imaginária veneza
do meu destino
navego
joão habitualmente / metropolitano
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na paragem do metro
à mesma hora
ao mesmo bocejo
os mesmos corpos
a mesma gente
a mesma viagem
a mesma janela para os sítios repetidos
pirilampos no tún...
Há 9 horas















