no ar volátil das brancas montanhas
as libéluas
ostracisadas
perdem o irisado das longas asas
os flocos azulados que caem
acariciam as rochas
ligeiramente moventes
à beira das frestas escancaradas
nos flancos das elevações
as pestanas sustentam congeladas
gotas
a pele das faces retalhadas
encolhe-se sobre os ossos
engelha-se
lentamente o sol levanta-se
derrama sobre as neves o seu ouro
matinal
os texugos estremecem
num qualquer lugar
onde há texugos
ffg
manuel antónio pina / saudade da prosa
-
Poesia, saudade da prosa;
escrevia «tu», escrevia «rosa»;
mas nada me pertencia,
nem o mundo lá fora
nem a memória,
o que ignorava ou que sabia.
E s...
Há 1 dia





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