quarta-feira, julho 21, 2010

Ar condicionado

Não aprecio ar condicionado, sobretudo quando o vento vem para cima de nós.
Mas com este calor neste último andar decidi-me por um aparelho que vai ficar agarrado à janela e com um balde ao lado....
Espero poder ainda disfrutar da máquina esta semana.
Tem sido difícil alugar o meu velho apartamento. As pessoas propõem-se ir vê-lo mas depois não aparecem. Amanhã vou para lá outra vez. Veremos se alguém cumpre o combinado.
Creio que desta vez está mesmo decidido que irei para Singapura.
Só acredito quando lá chegar.

8 comentários:

samartaime disse...

Credo!
Não pode falar a sério. Singapura?

magnohlia disse...

Muito a sério. É onde vive a minha filha. Mas só acredito quando lá chegar. Soube hoje que vivem numa zona muito arborizada pelo que vou poder fazer as minhas passeatas à sombra...E segundo diz o meu genro, vou acordar com o chilrear dos passarinhos eheheeh.
É uma cidade muito linda e limpa. Já lá estive e gostei muito.

samartaime disse...

Assusta-me tudo quanto é muito idilico, saudável, limpo, ordeiro, regular. Ver é bonito. Mas sempre parece-me coisa de «eternidade».

Felizmente não somos todos iguais!
Se acha que é o melhor para si, tente - e seja feliz.

magnohlia disse...

não sei se é melhor, mas desejo muito que o seja
a vegetação é luxuriante e anda-se bem nos passeios e veredas
gosto muito de deambular por campos.

samartaime disse...

Tive muito jovem a ideia clara que ter filhos era uma coisa para toda a vida. E escolhi não ter.
Ainda hoje - que sou uma das já raras sobras da família - continuo a pensar que fiz a escolha certa.
Quando me falam em egoísmo eu costumo dizer que talvez o egoísmo seja o reverso do próprio egoismo da vida. Enfim, filosofias homéricas - o que não deixa de ser próprio de quem é de filosofia.

magnohlia disse...

ter a filha foi uma coisa extraordinária
mas compreendo quem não queira ter filhos
é um direito de qualquer um
mas não estou arrependida, malgré tout
egoísmo por não ter filhos, ou por tê-los que importa?
mas é aliciante ver crescer uma criança
vê-la desenvolver as suas capacidades
a minha filha tem-me dado muitas razões de orgulho

samartaime disse...

A minha opção não se relaciona com o possivel mérito ou demérito dos filhos. Para mim isso não está em causa. Para mim, uma nova pessoa é sempre uma nova esperança, um enriquecimento da Vida - seja ela o que for.
Mas também penso que uma nova pessoa, é um fruto tipo imperativo categórico do Kant que eu sei me transtornaria para sempre.
É dificil explicar.

magnohlia disse...

claro um filho é sempre um filho
mas ver que as suas qualidades são melhores que as minhas...é tão bom
acontece que provavelmente não terei netos...
a verdade é que tive que deixar de lutar pela minha realização como pintora
mas não me arrependo
uma vida vinda de nós, é uma coisa extraordinária
às vezes ainda me espanto