Há uma Mulher a Morrer Sentada
Há uma mulher a morrer sentada
Uma planta depois de muito tempo
Dorme sossegadamente
Como cisne que se prepara
Para cantar
Ela está sentada à janela. Sei que nunca
Mais se levantará para abri-la
Porque está sentada do lado de fora
E nenhum de nós pode trazê-la para dentro
Ela é tão bonita ao relento
Inesgotável
É tão leve como um cisne em pensamento
E está sobre as águas
É um nenúfar, é um fluir já anterior
Ao tempo
Sei que não posso chamá-la das margens
Daniel Faria, in "Dos Líquidos"
joaquim manuel magalhães / desciam pela rua de asfalto esburacado
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Desciam pela rua de asfalto esburacado
e passeios com faltas de ladrilhos
os pés chapinhavam nas lamaças
com sapatilhas para a cabotagem.
Subiam com a...
Há 13 horas





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