Visto-me de infra-vermelhos
Para ninguém ver
As cicatrizes
AS REDUNDÂNCIAS
Das minHAs saias de açafrão
O maquinismo dos meus
cotovelos cromados
os remendos loiros
nas pontas das unhas
dos pés desgastados
pelo sucessivo
uso
de todos estes anos
em consonância
com as escadas para o céu
de joão feijão
e as minúsculas criaturas
de gulliver
os meus tornozelos
zelam pelo meu
equilíbrio
quando mudo de roupas
para o lados dos
ultra-violetas
e salto para a ilha voadora de swift
há no arco-íris da minha janela
uma asa de abelha
algumas socas de madeira
de varinas fora de tempo
GRITINHOS DE crocodilos-bébés
Retalhos de csi de todos
Os canais de entretenimento
Pelo susto
O horror
A figuração da treva
Nas costas nas entranhas
Nos cérebros
Da besta
Há uma seta que desfaz
As cores alinhadas
As combina
As faz condizer
Com o cenário previsto
mfs
manuel antónio pina / saudade da prosa
-
Poesia, saudade da prosa;
escrevia «tu», escrevia «rosa»;
mas nada me pertencia,
nem o mundo lá fora
nem a memória,
o que ignorava ou que sabia.
E s...
Há 19 horas





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