gostava de inventar palavras para outros pronunciarem
gulosamente
de olhos fechados
quando o sol fechava as portas
enfronhava-se nas trevas da casa como a toupeira
em terrosos túneis
ao lavar o rosto olhava-se no espelho
mimava cenas semelhantes de filmes
concedia à sua perfomance
o oscar espelhado
o globo de ouro velho
o cristal dos artistas inocentes
tudo lamentações
e oníricas visões de narciso gotejante
mfs
daniel jonas / amendoins
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Vivi o suficiente – pensou.
Apenas uma única dúvida:
deveria dizer suficiente ou bastante?
Seja como for, chegou a um ponto
em que lhe era interiormente...
Há 10 horas





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