os amantes intemporais olham as linhas desencontradas
nos horizontes nublados
ligeiros suspiros das andorinhas em voos rasantes
relembram-lhes os sonhos encapelados
quando o amor rugia nos sangues em revolução
as salgadas franjas das ondas que se esfarrapam
e esvoaçam junto aos pés dos enamorados silenciosos
transportam consigo os sons subterrâneos
dos profundos destinos escondidos na invisibilidade
nada permanece nas paisagens esfumadas
esboroam-se as memórias
caem os horizontes
calam-se as andorinhas
os sonhos desenham volutas esmaecidas
mfs
david lehman / 24 de abril (“a mesma diferença”)
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Hoje ocorreu-me
que não há
diferença entre
“thank you” e “fuck you”
de forma que a partir de agora
sempre que alguém
te disser “thank you”
pensa que ...
Há 1 dia






