O CORAÇÃO
Demos-lhe sementes; não muitas,
mas quanto bastasse para não se cansar;
água lhe demos, apenas um dedal,
para a fonte lhe recordar.
Abrimos tão pouco a porta,
para que os céus lhe batessem no olhar
e à gaiola um pequeno espelho prendemos
pra de frente a nuvem poder contemplar.
Quieta se sentava, com as asas palpitantes.
Assim ela cantava.
Solveig von Schoultz (1907-1996)
Trad.José Agostinho Baptista
A Rosa do Mundo
Assírio e Alvim
e e cummings / xix poemas
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[xv]
quando as serpentes regatearem o direito a colear
e o sol fizer greve para ganhar o salário mínimo –
quando os espinhos olharem as suas rosas ala...
Há 11 horas
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