talvez me fique por aqui
enquanto os zunidos dos cabelos
se encabritam
enquanto houver frestas entre os
espíritos
macambúzios
e os dedos esfriarem
nas luvas de ciclista
talvez desista
ainda devo surgir
em contra-luz
nos pesadelos das criancinhas
talvez
talvez arraste correntes de
ferro fundido
e vestes ectoplásticas
serei uma silhueta iridiscente
que desliza
sobre águas sulfurosas
cantarei numa voz de cinzas
as maravilhas do
grande atractor
uma singularidade qualquer
dar-me-á
outra embalagem
desta vez terei nos olhos
as lentes de contacto
que tanto cobicei
m.f.s.
álvaro de campos / quando nos iremos, ah quando iremos de aqui?
-
Quando nos iremos, ah quando iremos de aqui?
Quando, do meio destes amigos que não conheço,
Do meio destas maneiras de compreender que não compreendo,
D...
Há 13 horas
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