Vou ver-te velada por uma névoa de saliva
em maio, na babugem, reconheço-te o halo,
as pernas turvas no aterro de cinza que assinala
um lábio fito, a baba que não cura,
ínsuas maceradas de pele gasta
O novelo dos veleiros que apanhavas à saída
tecendo também o molhe, as velas pandas passando ao largo
de uma praia de paredes apertadas, tábua solta
que batia no coalho, o coração
Invadiram-te, na tarde tão fria, os telhados de vidro,
a última chama fosca ateia a baba
por um sol submerso,
permite que eu corte a corda
à vela recolhida sobre os rombos
Luís Manuel Gaspar
Aguaçais
Pandora
Averno | 004
álvaro de campos / quando nos iremos, ah quando iremos de aqui?
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Quando nos iremos, ah quando iremos de aqui?
Quando, do meio destes amigos que não conheço,
Do meio destas maneiras de compreender que não compreendo,
D...
Há 17 horas
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