a ti,
leitor implícito não representado
a quem chamarei Jorge
pela confusão a que se permite com George
fonia de um país maior
e ainda distante
- a distância revela um amor mais límpido -
pergunto
como ressoam as frases dos meus versos
e que respostas dás
às minhas não perguntas
sabes Jorge
quantas manhãs tem um dia
ou quantas noites
ou será que já tás deitado
e o meu mail
encontra o teu ecrã desligado
ou será que tens o coração em on
ou entristecido de
dor ou de tédio
risca o que não interessar
e preenche a cheio
(desculpa o pleonasmo)
o traço descontínuo
Ana Paula Inácio
Telhados de Vidro
N.º 7 Novembro 2006
rui diniz / ode e esboço do sonho
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A veemência do mar repousava-me de um sonho:
Uma mulher doida corria pela praia quente.
(De vez em quando o céu, olhando essa doente,
Lembrava um sôfreg...
Há 7 horas
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