as formigas
transportam as
aranhas
desfalecidas
em macas de sons
cavos
os escaravelhos
esmaltam o
exo-esqueleto
as unhas dos
felinos
deixam rastos
na espessura do ar
os estendais
bailam
há anos que
os morcegos
desfazem os
ninhos
todas as noites
o arco-íris
tinge os olhos
adormecidos
dos bébés
recobrem-se
as moléculas
de músicas
reprodutoras
as conclusões
desfiguram-se
sobre as
encostas
das planícies
desfeitas
esta noite vou
viajar com os
condores
m.f.s.
gil t. sousa / alguns poemas de verão
-
II
e havia a casa
onde,
na armadilha das horas
e no arbítrio da luz,
íamos crescendo,
crescendo
até esta memória
mas não era a casa
não apenas a casa
er...
Há 1 dia
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