Mais uma poetisa que nos deixa.
ANJO E ÁRVORE
Só quando se tornam opacas as paisagens
reconstituo sobre uma árvore escura o Teu sorriso.
E é preciso a Natureza tornar-se espessa e que
ao ser olhada em baixo a água nada reflicta
para queo Teu rosto próximo ainda exista. Não
é possível unir a Tua boca aos Teus olhos no ar
claro. Na luz geral avassaladora onde Tu
Te ocultaste ao partir eu espero agora a penum-
bra que engrossa os contornos. Ou que a cinti-
lação da água a torne em zinco puro. Para de-
pois Te ver como uma mancha ténue que
contrasta com as imagens destas árvores.
Fiama Hasse Pais Brandão
Obra Breve
Poesia reunida
Prefácio de
Eduardo Lourenço
Assírio & Alvim
álvaro de campos / quando nos iremos, ah quando iremos de aqui?
-
Quando nos iremos, ah quando iremos de aqui?
Quando, do meio destes amigos que não conheço,
Do meio destas maneiras de compreender que não compreendo,
D...
Há 15 horas
Sem comentários:
Enviar um comentário