os amores inodoros das pensantes cacafonias
em requebros de tentadoras ninfas
formadas em bastidores hollywoodescos
lançam sobre incautos desamados
suas ilusórias indústrias
a toda a força incutidas nas epidermes
desprotegidas
memórias plantadas no fértil terreno
dos imaginativos
chás de olorosas ervas numa grinalda de
folhas maceradas
no sangue dos adormecidos
enrolam-se nas cinturas dos bacos de
passagem
amarelecem as roupas virginais das
noivas de ocasião e seus parceiros
amputados em cerimónias de santo antónio
nos adros das decadentes catedrais
dos futuros abandonados
à sagacidade dos contrários
erguei-vos metafóricas donzelas
ceifai as espigas florescidas
antecipadamente
segui os trilhos das aranhas
azuladas de desejo
comei os açúcares envenenados
nas garrafas outonais dos vossos abrigos
até breve
crentes
a perfeição não é imutável
m.f.s.
maria gabriela llansol / o começo de um livro é precioso
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A rapariga contava. Eu, que por acaso a ouvia, escrevi:
Conflito à noite, conflito de manhã, seu amor resiste.
Estranheza à noite, estranheza de man...
Há 17 horas
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