os círios pranteiam as preces jamais escutadas
nos labirintos dos céus deslavados
nos limbos surdos da terceira via
nos infernos gelados das mortes sem fim
os círios queimam todos os desejos
todas as dores
todas as ânsias
ironizam sobre as cabeças
vergadas ao som dos órgãos
das catedrais ocas de deuses
os círios perfumam de desalentos
os horizontes em anil
lançam fumos ondulantes
quais volúveis serpentes
deixam-se consumir ardentemente
são pagos para iludir os desalentados
os que ainda seduzem ícones esfíngicos
aqueles que se misturam nos odores
das multidões em procissão
os círios são elegantes e pálidos
ceptros hieráticos
mfs
álvaro de campos / quando nos iremos, ah quando iremos de aqui?
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Quando nos iremos, ah quando iremos de aqui?
Quando, do meio destes amigos que não conheço,
Do meio destas maneiras de compreender que não compreendo,
D...
Há 11 horas
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