uma chuva de vozes contra
as palavras no
canto do ostracismo
um choro mudo nas costas
da donzela
os braços que se flectem como
arietes defensivos
as vozes
em névoas mutantes sobre
os campos de lÃquenes
o centauro que se levanta com
a ferida no flanco
a donzela corre
corre a favor do vento
tarântulas deixam rastos
de mortandade
nos entrelaçados
mais ou menos bucólicos
dos tecidos epiteliais
o vento enrola as vestes da donzela
delas faz asas incandescentes
afugenta os aracnÃdios
leva-a para longe do exÃlio
transporta a sua imagem desfeita
em águas voadoras
m.f.s.
gil t sousa / era o tempo
-
era o tempo
que a um do outro nos roubava
levando-te
e a mim
até à última solidão
aquela ainda não conhecida
por ti e por mim
ainda não sofrida
era ...
Há 15 horas
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