escrevo em meandros
para que a minha alma
não se desvele
para que só os espÃritos
condenados à vagabundagem
possam entender os meus
desenhos de silêncios
despedaçados em estilhaços
de matéria negra
caÃdos na voracidade
das galáxias canibais
ergo labirintos de palavras
sem entradas à vista
sem minotauros
nem ariadnes
nem qualquer herói
voador
por vezes derrubo as muralhas
amontoo os pensamentos incompletos
afasto os restos de palavras
e permito que o horizonte
nos surpreenda
no seu esplendor
m.f.s.
antónio pedro / devagar
-
X
Sei lá das coisas que eu não fiz, apenas
Nunca tive remorso de as fazer…
Não tenho mágoas nem penas,
Tenho apenas
Muita pena
De não ter
Esses remorsos...
Há 15 horas
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