escrevo em meandros
para que a minha alma
não se desvele
para que só os espÃritos
condenados à vagabundagem
possam entender os meus
desenhos de silêncios
despedaçados em estilhaços
de matéria negra
caÃdos na voracidade
das galáxias canibais
ergo labirintos de palavras
sem entradas à vista
sem minotauros
nem ariadnes
nem qualquer herói
voador
por vezes derrubo as muralhas
amontoo os pensamentos incompletos
afasto os restos de palavras
e permito que o horizonte
nos surpreenda
no seu esplendor
m.f.s.
heiner müller / vaso coronário
-
O médico mostra-me o filme É ESTE O SÍTIO
VEJA POR SI Tu sabes agora onde Deus mora
Cinzas o sonho de sete obras-primas
Três degraus e a esfinge mostra ...
Há 2 dias
Sem comentários:
Enviar um comentário