os gémeos da lua cheia caminhavam as mãos dadas
brilhos nos fios metálicos dos cabelos
inexorável o destino calcetava-lhes os caminhos
amuralhava-lhes os céus de ventos redondos
não havia vidas fervilhantes sob os seus pés
só nos rostos de porcelana colorida
restavam vestÃgios de sorrisos e de lágrimas
na certeza das incertezas que lhes cobriam a alma
m.f.s.
ricardo reis / aguardo, equânime, o que não conheço
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Aguardo, equânime, o que não conheço —
Meu futuro e o de tudo.
No fim tudo será silêncio, salvo
Onde o mar banhar nada.
13-12-1933
fernando pess...
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