Virava a cabeça para a direita
inclinava-a um pouco
e ficava a pensar
nuvens ventos
pós fumos luzes
sons
Tirava o robe de cetim esgarçado
e olhava o reflexo
cor de rosa no espelho
nuvens ventos pós
fumos luzes
sons
Não dormia
o chá na mesa
ao lado
o pão sem manteiga
os cabelos em movimentos pendulares
alfinetes
lÃnguas lambendo os ombros
sons
luzes
holly night
amantes que se devoram
à mesa
fumos labaredas
ventos
levo-te para casa
talvez haja
uma guerra
ainda não me fazes falta
abro o coração
para que se esvazie
ondas
luzes
pós
miragens trémulas
nos horizontes amarelos
os ciprestes
palácios das tempestades
fogos
nuvens
nevoeiros
ventos
o deserto é o mar
interior
feito de ouro velho
e relâmpagos
m.f.s.
álvaro de campos / quando nos iremos, ah quando iremos de aqui?
-
Quando nos iremos, ah quando iremos de aqui?
Quando, do meio destes amigos que não conheço,
Do meio destas maneiras de compreender que não compreendo,
D...
Há 20 horas
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