O REGRESSO
Só peço um pouco de água das nascentes da
tua boca,
ao regressar a esta praça vazia,
onde as aves de cinza desaparecem no ar.
Naveguei todos os mares, sabes,
e já não me lembro em que porto deixei os
últimos sinais da minha vida,
um espelho,
um punhal de madrepérola,
uma madeixa de cabelos com a misteriosa
luz das primeiras ilhas.
Regressei para dizer-te, para gritar,
que não vi pelo mundo
a equívoca bondade dos homens,
e se algo fiz, se algo semeei, foram as
terríveis sementes da ira.
Regressei para matar e morrer, dizes,
enquanto te afastas pelo lado das
açucenas.
José Agostinho Baptista
Anjos Caídos
Assírio & Alvim
maria gabriela llansol / o começo de um livro é precioso
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A rapariga contava. Eu, que por acaso a ouvia, escrevi:
Conflito à noite, conflito de manhã, seu amor resiste.
Estranheza à noite, estranheza de man...
Há 17 horas
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