brilhava a pele do doce lagarto apaixonado
sob as ervas amarelas da ilha escondida
nas brumas róseas sonoras e mutantes
vibrava o coração do belo lagarto
em taquicardia apressada
aquecia o sangue do dragão
à espreita do sonho enamorado
pela sereia escamosa
cantadeira momentânea
sedutora dos ulisses mal
precavidos
soltava o lagarto a bífida
língua
atraída pelo voltejar
do insecto desafiador
finalmente capturado
finalmente inserido
na natureza lagarteira
esfomeada
de insectos e sereias
mfs
amalia bautista / até quando?
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Até quando no túnel sem saída,
no bosque feito de espinhos, no poço?
Até quando instalada na esperança
dos que nada esperam?
Até quando perdida em labir...
Há 5 horas
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