eu que te vejo ao meio-dia sob o sol de agosto
persigo a tua sombra mÃnima sobre as rochas em fogo
eu que te invento em cores pálidas na planÃcie
capto o teu pensamento a quatro dimensões
preso no futuro te vejo abandonado
tu a quem o destino roubou a alma o corpo a essência
sonho-te em transparências de rarefeitos ares
a cavalo no vento do deserto incomensurável
na palma da minha mão ainda tenho as cinzas
da paisagem por ti desenhada no meu peito
m.f.s.
sebastião belfort cerqueira / vento
-
Já ninguém ouve o vento
Mas se ouvisse
O que é que nos salvava
Se um só vento forte
Se o mesmo vento norte
Varresse o vale de vida
E nos mentisse?
...
Há 10 horas
Sem comentários:
Enviar um comentário