guardei o amuleto junto dos lírios
na gaveta escondida
deitei-me de olhos nos cometas
as brisas afagando os meus cabelos
deixei cair as imagens que me deste
enquanto éramos viajantes
nas dimensões desconhecidas
- sou eu disseste antes de partir
de lírio no peito plantado por mim
o amuleto abandonado na minha mão
fios de prata nos cabelos
veredas no rosto entristecido
caem gotas premonitórias
no interior de mim sentada
na minha sombra nocturna
sorrio não sei porquê
m.f.s.
pedro homem de mello / povo
-
Povo que lavas no rio,
Que vais às feiras e à tenda,
Que talhas com teu machado
As tábuas do meu caixão,
Pode haver quem te defenda,
Quem turve o teu ar...
Há 17 horas
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