as noivas de maio correm pelas campinas ainda verdes
arrastando longas nuvens de véus
os ramos de flores brancas que seguram nas mãos lÃvidas
amarelecem e secam silenciosamente
as libélulas seguem-nas em delÃrios valsantes
os cucos assustam-se e voam para outros ninhos
nos degraus das escadas nas igrejas abandonadas
os noivos baixam os olhos em Ãntimo desgosto
desmembram os ramos de laranjeira das lapelas
desvanecem-se lentamente no cenário indiferente
m.f.s.
sebastião belfort cerqueira / vento
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Já ninguém ouve o vento
Mas se ouvisse
O que é que nos salvava
Se um só vento forte
Se o mesmo vento norte
Varresse o vale de vida
E nos mentisse?
...
Há 10 horas
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