as noivas de maio correm pelas campinas ainda verdes
arrastando longas nuvens de véus
os ramos de flores brancas que seguram nas mãos lÃvidas
amarelecem e secam silenciosamente
as libélulas seguem-nas em delÃrios valsantes
os cucos assustam-se e voam para outros ninhos
nos degraus das escadas nas igrejas abandonadas
os noivos baixam os olhos em Ãntimo desgosto
desmembram os ramos de laranjeira das lapelas
desvanecem-se lentamente no cenário indiferente
m.f.s.
paul celan / a arte paga o seu preço
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A ARTE PAGA O SEU PREÇO, O SER HUMANO
não paga nenhum.
Vós sois pela liberdade da arte,
do ser humano
falais apenas sob
este
signo.
E afinal
existe em t...
Há 1 dia
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