as mulheres decepam as macieiras em rituais de revitalização
os ramos choram a perda das mães deixam-se levar para as fogueiras do próximo inverno
estalam no calor das lareiras
as mulheres puxam os lenços para a frente dos olhos
espreitam as frestas solares nos céus de cinza
matam-se em milharais no sol a pino
os coelhos farejam as coelhas no cio saltam-lhes para cima e invadem a austrália
há cães com lamentos prolongados contra os horizontes de luzes nocturnas
perderam a identidade em ancestrais evoluções e sentem saudades
homens pelos campos perdidos na busca de suas sombras lançam surdas tristezas
m.f.s.
gil t sousa / era o tempo
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era o tempo
que a um do outro nos roubava
levando-te
e a mim
até à última solidão
aquela ainda não conhecida
por ti e por mim
ainda não sofrida
era ...
Há 15 horas
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