graves borboletas se deitam no espanto
ouvem nas gotas da chuva um suave canto
loucas libelinhas levitam nos pântanos
bebem a água turva dos terrosos cântaros
meninas-aves gorjeiam nas tardes trovejantes
enfeitam os cabelos de aquosos diamantes
os olhos sem rosto velados de brumas
ganham brilhos de vidro nascido de espumas
mfs
franz kafka / diários
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1911, 19 de janeiro
Como pareço estar completamente arrumado – durante o ano passado não estive
acordado mais do que cinco minutos – terei de desejar...
Há 7 horas
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