graves borboletas se deitam no espanto
ouvem nas gotas da chuva um suave canto
loucas libelinhas levitam nos pântanos
bebem a água turva dos terrosos cântaros
meninas-aves gorjeiam nas tardes trovejantes
enfeitam os cabelos de aquosos diamantes
os olhos sem rosto velados de brumas
ganham brilhos de vidro nascido de espumas
mfs
sebastião belfort cerqueira / vento
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Já ninguém ouve o vento
Mas se ouvisse
O que é que nos salvava
Se um só vento forte
Se o mesmo vento norte
Varresse o vale de vida
E nos mentisse?
...
Há 12 horas
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