o sangue que se derrama lentamente
sobre as mãos de mármore branco
as sombras que se despenham
sobre a brancura das cabeças de pedra
as linhas oscilantes das ervas
que se projectam contra as paredes
as brisas que levantam o silêncio
e levam os odores vegetais em redemoinhos
o jardim que espreguiça as suas cores
sob uma cúpula de intenso azul celeste
a leveza do voo dos insectos fecundadores
as sementes que rodopiam
a possibilidade de ser terra
um dia
mfs
sebastião belfort cerqueira / vento
-
Já ninguém ouve o vento
Mas se ouvisse
O que é que nos salvava
Se um só vento forte
Se o mesmo vento norte
Varresse o vale de vida
E nos mentisse?
...
Há 12 horas
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