o sangue que se derrama lentamente
sobre as mãos de mármore branco
as sombras que se despenham
sobre a brancura das cabeças de pedra
as linhas oscilantes das ervas
que se projectam contra as paredes
as brisas que levantam o silêncio
e levam os odores vegetais em redemoinhos
o jardim que espreguiça as suas cores
sob uma cúpula de intenso azul celeste
a leveza do voo dos insectos fecundadores
as sementes que rodopiam
a possibilidade de ser terra
um dia
mfs
antónio franco alexandre / segundas moradas
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ligeiramente suspenso, pensei: nunca mais
poderei esquecê-lo, as longas, secas
estradas; os passos na água, nus,
e a perfeita esfera dos versos;
o i...
Há 1 dia
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