hoje comi uma lufada de ar
que por engano entrou pela
minha janela
sabia a flores amarelas
com estames loiros
pé azul-fénix
folhas aeriformes
no centro da lufada de ar
havia um coração de gnomo
envergonhado
cantava baixinho
como o paul simon
quando acordava à meia-noite e
cinco minutos
saltava como um gafanhoto
coxo
girava como um pião
desfocado no tempo
amava newton
vivia num arco-íris perdido
bendigo a lufada de ar
que me trouxe a bela digestão
da fantasia embrulhada
em lírios brancos
m.f.s.
álvaro de campos / quando nos iremos, ah quando iremos de aqui?
-
Quando nos iremos, ah quando iremos de aqui?
Quando, do meio destes amigos que não conheço,
Do meio destas maneiras de compreender que não compreendo,
D...
Há 17 horas
1 comentário:
Ora aí está!
Um bucólico banquete...
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