as sensíveis filhas da chuva
todas as noites se perdem em
tragédias de classe b
todas as ruas percorrem
oferecendo êxtases
aos filhos desamados
de outros paraísos
rejeitadas que foram
pelas águas
primordiais
frutos que eram do acaso
irresistível
só lhes resta perpetuar
a dor da solidão
os remansos fugidios
nada lhes pertence
nem a sua vida de comédias
fictícias
nem o ar que tentam aprisionar
nos pulmões sem remissão
nem o destino que imaginaram
felizes
perdidamente
m.f.s.
álvaro de campos / quando nos iremos, ah quando iremos de aqui?
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Quando nos iremos, ah quando iremos de aqui?
Quando, do meio destes amigos que não conheço,
Do meio destas maneiras de compreender que não compreendo,
D...
Há 15 horas
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