as panteras
corpos tensos
para o salto
assassino
iluminam os olhos
com as cores das galáxias
nas
fronteiras do universo
disparam as garras
que se ensanguentam
nas
veias dos inocentes
predestinados
alisam a pelagem
fosforescente
nas
noites
de lua escondida
as panteras
adoçam o rosnar
saciado
retiram-se nostálgicas
esperam outra noite
outros fulgores
outros odores
m.f.s.
júlio pomar / TRATAdoDITOeFEITO
-
V
O ouvido vê.
Depois que aprendeu a perspectiva não se engana na diferença
entre as distâncias, distingue
o longe do perto pelo som do ...
Há 9 horas
Sem comentários:
Enviar um comentário