as panteras
corpos tensos
para o salto
assassino
iluminam os olhos
com as cores das galáxias
nas
fronteiras do universo
disparam as garras
que se ensanguentam
nas
veias dos inocentes
predestinados
alisam a pelagem
fosforescente
nas
noites
de lua escondida
as panteras
adoçam o rosnar
saciado
retiram-se nostálgicas
esperam outra noite
outros fulgores
outros odores
m.f.s.
amalia bautista / até quando?
-
Até quando no túnel sem saída,
no bosque feito de espinhos, no poço?
Até quando instalada na esperança
dos que nada esperam?
Até quando perdida em labir...
Há 7 horas
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