Que aborrecimento, só me saem banalidades...
tenho uma cicatriz na minha máscara
uma ferida no meu fato de arlequim
uma pena espetada na cintura
cada carnaval que baila
a cicatriz afunda-se na pele
a ferida rasga mais o vestuário
a pena desenha grafitos
entro na gôndola atracada
à minha porta
na imaginária veneza
do meu destino
navego
amalia bautista / até quando?
-
Até quando no túnel sem saída,
no bosque feito de espinhos, no poço?
Até quando instalada na esperança
dos que nada esperam?
Até quando perdida em labir...
Há 7 horas
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