às tantas a madrugada estilhaçou
a atmosfera morna
sibilante
povoada de animais que se
espreguiçam
ao saírem das neblinas
nocturnas
começaram os fumos dos escapes
a roçar as auto-estradas
ainda húmidas
os motoristas ansiavam pela pausa
do café
à beira das vias para onde
para sempre
para agora
despertas a custo
os odores da noite desvanecem-se
em acres sensações
ninguém sorri
alguns rosnam
as crianças dormitam nos bancos
secundários
as mochilas balançam nas curvas
das estradas
nunca mais o caminho
termina
nunca mais deixa de ser infinita
a via com horizonte
carregado do não se sabe
nunca
aonde nos levam estas veredas
mfs
jorge luís borges / não és os outros
-
Não há-de te salvar o que deixaram
Escrito aqueles que o teu medo implora;
Não és os outros e encontras-te agora
No meio do labirinto que tramaram
Teus ...
Há 5 horas
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