Meu amigo que muito amei
Meu amigo que muito estimo
Um espesso muro do tempo nos separou
As memórias que regressam com o reencontro
A surpresa de descobrir que algo ficou
Que os anos não apagam tudo
A ternura que renasce
Quando o coração parece adormecido e cansado
A suave alegria de sentir que muitos oceanos
Não impedem que as nossas mãos se toquem
Meu amigo que muito amo
amalia bautista / até quando?
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Até quando no túnel sem saída,
no bosque feito de espinhos, no poço?
Até quando instalada na esperança
dos que nada esperam?
Até quando perdida em labir...
Há 5 horas
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