escrever nas unhas as vidas
da nossa vida
os caminhos sem encruzilhadas
os vagabundos pensamentos sem asas
escrever os homens enrolados
nos ventres das mães
com medo das outras mães
que os governam em casa
frágeis rapazinhos de gordas bochechas
olhos azulados pelos nevoeiros
óculos sem retorno
escrever as sereias
mudas
em ondulantes devaneios
nas encostas das montanhas parideiras
de águas detergentes
escrever e engolir
mfs
franz kafka / diários
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1911, 19 de janeiro
Como pareço estar completamente arrumado – durante o ano passado não estive
acordado mais do que cinco minutos – terei de desejar...
Há 8 horas
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