as paredes do meu interior
vazio
soltam folhas secas
veludos esgarçados
cristais baços
as paredes forram-se de anseios
jornadas de cinza
dedos apontados
à culpa dos cadastrados
vozes em estilhaços agudizam
o estertor das paredes desnudadas
com paisagens implícitas nos rodapés
interruptores de vidas ideais
onde o real se atormenta
forro as paredes de mim
de sedosas certezas
luxos de concubinas
asas perfumadas com olhos azuis
corações mágicos
nas noites de cometas perdidos
mfs
fiama hasse pais brandão / campo de refugiados
-
A fugitiva disse que na terra
outrora sua havia árvores
e a sombra. Que outra fala
mais bela do que a sua,
mulher no chão seco,
solo sob o sol sem fim?
...
Há 12 horas
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