as paredes do meu interior
vazio
soltam folhas secas
veludos esgarçados
cristais baços
as paredes forram-se de anseios
jornadas de cinza
dedos apontados
à culpa dos cadastrados
vozes em estilhaços agudizam
o estertor das paredes desnudadas
com paisagens implícitas nos rodapés
interruptores de vidas ideais
onde o real se atormenta
forro as paredes de mim
de sedosas certezas
luxos de concubinas
asas perfumadas com olhos azuis
corações mágicos
nas noites de cometas perdidos
mfs
antónio dacosta / no meio das águas
-
NO MEIO das águas está a fresca ilha
Onde do leite de sereia mamaste
No seio daquela que de lá o trouxe
Pobre de ti das praias ardentes esquecido
Da D...
Há 16 horas
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