as pequenas águas borbulhantes
lambiam amorosamente as ervas longamente verdes
lançavam salpicos de luzes sobre as sombras adormecidas
nos côncavos dos pensamentos errantes das margaridas
as asas em silvos dos gafanhotos de esmeralda
faziam fremir as alegres esperanças dos girinos
recém trazidos ao pequeno universo das bolhas aquosas
as mãos das crianças assustavam a passarada
e refrescavam os dedos pequenos e crueis
no cristal líquido das inocentes fontes de frescura
apenas um acontecimento para sempre eternizado
para sempre repetido nas diversas hipóteses de vidas
para sempre pulsante repercutindo-se na eternidade
mfs
álvaro de campos / quando nos iremos, ah quando iremos de aqui?
-
Quando nos iremos, ah quando iremos de aqui?
Quando, do meio destes amigos que não conheço,
Do meio destas maneiras de compreender que não compreendo,
D...
Há 1 dia
Sem comentários:
Enviar um comentário