ofereci ao meu amor uma
sentinela de prata
um elmo de ouro velho
um coração esvaziado
de rastos antepassados
uma nesga de céu inflamado
um belo alguidar de plástico
várias janelas descortinadas
algumas pinceladas de vert veronèse
uma enguia preguiçosa
e uns dentes em lápis-lazúli
dei-lhe também um autocarro
sem turistas
várias manchas oculares
e sombras de enorme porte
de rendilhados suspiros
com gargalhadas adjacentes
anexos de folhas morridas
oblíquas rajadas de ventos
soltos das amarras verdejantes
meu amor não deu por nada
meu amor não sabe
que é o meu grande amor
mfs
álvaro de campos / quando nos iremos, ah quando iremos de aqui?
-
Quando nos iremos, ah quando iremos de aqui?
Quando, do meio destes amigos que não conheço,
Do meio destas maneiras de compreender que não compreendo,
D...
Há 15 horas
Sem comentários:
Enviar um comentário