já não se vêem as dunas nos horizontes adormecidos
o ressonar do vento embrutecido nas orelhas transparentes
dos crocodilos
australianos
mas no ronronar dos linces desconfiados
desenha-se a rota dos filhos
estacionados nas mãos dos tratadores
as trelas dos sádicos amantes
ensanguentam-se de anelantes rubis
caídos dos diademas das virgens sacrificadas
e as mulheres de rostos e cabelos alvejantes
limpam prazenteiramente
o negro das feridas ectoplásticas
nos corpos empalidecidos
como é belo o desvanecer das vozes arrepiadas
o sussurro azulado das velhas beatas sob os altares
de júpiter pai de todos os deuses
as açucenas que desmaiam ao colo das freiras consagradas
os bordões dos peregrinos aluados
o esvoaçar dos pressentimentos
das profecias de maldições
e como é magnífico o desfazer das paisagens
nos olhos dos que brevemente partirão
mfs
álvaro de campos / quando nos iremos, ah quando iremos de aqui?
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Quando nos iremos, ah quando iremos de aqui?
Quando, do meio destes amigos que não conheço,
Do meio destas maneiras de compreender que não compreendo,
D...
Há 11 horas
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