o único lugar que existe à beira-mar de um rio
está na margem de um solitário coração
entre corujas sonolentas e alvos coelhos
vegetais de imortal plástico decorativo
nas mesas carunchosas dos antiquários
a única vez que vi um andarilho de pé descalço
foi em supostas caminhadas por húmidas sendas
entre geografias incompletas sobre planetas
por descobrir
e para chegar ao lugar único tive que roubar
as sandálias do peregrino que me tolhia o caminho
pendurar-me nas garras do paraquedista de passagem
olhar ternamente o amigo inexistente
e partir
primeiro
devagar
depois cavalgando
como as valquírias
a toda a brida
meu deus
que o tempo
parou há muito
mfs
jorge luís borges / não és os outros
-
Não há-de te salvar o que deixaram
Escrito aqueles que o teu medo implora;
Não és os outros e encontras-te agora
No meio do labirinto que tramaram
Teus ...
Há 4 horas
1 comentário:
olhar ternamente o amigo inexistente
e partir
...................
que o tempo
parou há muito
Frisco
Enviar um comentário