serei um dia a camélia japonesa
ressuscitada do jardim da infância
na ilha viajante entre brumas
na macieza das minhas pétalas
os orvalhos criarão diamantes
matutinos
os insectos com seus ligeiros
corpos
pousarão caminhos de
misteriosos destinos
alguém decepará meu talo
para o prender em alguma lapela
incógnita
e aí o louro da velhice
murchará o antigo vigor da
minha seiva
secará a minha sede inútil
deixará uma fragância
que jamais camélia alguma
exalou de seu corpo em fim
de vereda
mfs
luiza neto jorge / anos quarenta, os meus
-
De eléctrico andava a correr meio mundo
subia a colina ao castelo-fantasma
onde um pavão alto me aflorava muito
em sonhos à noite. E sofria de asma
alma...
Há 1 dia
1 comentário:
É verdade!
................
e aí o louro da velhice
murchará o antigo vigor da
minha seiva
secará a minha sede inútil
deixará uma fragância
que jamais camélia alguma
exalou de seu corpo em fim
de vereda
(Frisco)
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