estou presque morte à beira do lago imenso
tranquilo
de vidro feito
as aves navegam como caravelas
de curvas velas brancas
arrastando a poalha
do vidro lacustre
o violino esfrangalha-me a alma
nas suas volutas de sons plangentes
a cigana cantarola em longos gorgeios
as notas arábicas das estepes
e longe de não sei onde
um odor a ervas cortadas
envolve-me os cabelos
julgo chegado o tempo de partir
a cavalo no unicórnio
que me destinaram
m.f.s.
jorge luís borges / não és os outros
-
Não há-de te salvar o que deixaram
Escrito aqueles que o teu medo implora;
Não és os outros e encontras-te agora
No meio do labirinto que tramaram
Teus ...
Há 6 horas
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