inúteis os
silêncios dos
corpos abandonados
nas clareiras das
florestas sem
pássaros
inúteis as vozes dos
homens torturados
algures em antros de
uma só luz
inúteis as
condolências após a
morte dos
pardais
não há asas que
cheguem para o ressoar das
músicas interditas
corridas todas as
cortinas restam os
ziguezagues dos
insectos
sobre a cabeça dos
condenados
inutilmente
calados nos
corredores da
morte asséptica
m.f.s.
maria gabriela llansol / o começo de um livro é precioso
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A rapariga contava. Eu, que por acaso a ouvia, escrevi:
Conflito à noite, conflito de manhã, seu amor resiste.
Estranheza à noite, estranheza de man...
Há 17 horas
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