inúteis os
silêncios dos
corpos abandonados
nas clareiras das
florestas sem
pássaros
inúteis as vozes dos
homens torturados
algures em antros de
uma só luz
inúteis as
condolências após a
morte dos
pardais
não há asas que
cheguem para o ressoar das
músicas interditas
corridas todas as
cortinas restam os
ziguezagues dos
insectos
sobre a cabeça dos
condenados
inutilmente
calados nos
corredores da
morte asséptica
m.f.s.
luiza neto jorge / anos quarenta, os meus
-
De eléctrico andava a correr meio mundo
subia a colina ao castelo-fantasma
onde um pavão alto me aflorava muito
em sonhos à noite. E sofria de asma
alma...
Há 23 horas
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