quarta-feira, julho 28, 2010

sábado, julho 24, 2010

quarta-feira, julho 21, 2010

Ar condicionado

Não aprecio ar condicionado, sobretudo quando o vento vem para cima de nós.
Mas com este calor neste último andar decidi-me por um aparelho que vai ficar agarrado à janela e com um balde ao lado....
Espero poder ainda disfrutar da máquina esta semana.
Tem sido difícil alugar o meu velho apartamento. As pessoas propõem-se ir vê-lo mas depois não aparecem. Amanhã vou para lá outra vez. Veremos se alguém cumpre o combinado.
Creio que desta vez está mesmo decidido que irei para Singapura.
Só acredito quando lá chegar.

Gaivotas em terra

sábado, julho 17, 2010

quinta-feira, julho 15, 2010

 
Posted by Picasa

terça-feira, julho 13, 2010

3.ª feira

cortei uma pena da minha asa esquerda

ela sangrou

segunda-feira, julho 12, 2010

Cheese unlocks your wildest dreams, says study

Cheese unlocks your wildest dreams, says study: "Eating cheese before you go to bed will not give you nightmares but different varieties could help you choose the dreams you do want to have, says a study by the British Cheese Board."

sábado, julho 10, 2010

escrevinhando

Não vejo a mulher curvada
Que sobe as escadas

Só a sua sombra

Mulher índia
De penas no cabelo
Talvez

Solicitamos
Diz a legenda
Da série policialesca

Atrás do advogado de defesa
A sombra da mulher que ainda
Sobe escadas

Ainda tem penas
Nos cabelos
E parece ter mãos de rendas
Venezianas

O advogado ainda solicita
Vai livrar o acusado de não
Sei o quê
Da pena
De prisão
Depois de ter
Despojado
A talvez mulher índia
Das penas que lhe restavam
Da sua antiga condição
De nativa do novo mundo

As mãos de rendas estrangeiras
Ninguém lhas arranca

ffg

escrevinhando

É um revólver

Mas eu nunca vi um revólver

Só imagens

escrito

Fala comigo

Que não te escuto


Não te quero escutar

Silêncio arroxeado


Fala comigo

fala


ffg

escrevinhando

A areia escorre da palma da
mão da
Mulher sentada nas dunas
onde a brisa
Se agita

dos olhos da mulher escorre
a tinta azul
Que tinge as águas
Mais abaixo

Das águas sobe uma neblina
Que se amontoa em graciosas
formas brancas
que se dissolvem
mais acima

a mulher arranca algumas
plantas rasteiras de
fulgurantes
flores carmim
levanta o braço
e lança-as
para o lado

dos seus lábios desce uma
linha
que engrossa
escorre
engrossa

e forma uma mancha
vermelha
vermelha
no seu vestido

branco
branco

ffg

terça-feira, junho 29, 2010

escrevinhando

Tinham nos cabelos a habitual alegria
Esvoaçante
As meninas das escolas urbanas

Os predadores sufocavam nas sessões
De espreita camuflada
Às meninas das alegrias
penteadas

Corriam e riam como fadas
Que saltam de folha em folha
De nuvem em nuvem

Olhos voltados para o brilho
Da vida a crescer
Cegos para a negrura das almas
Predadoras

As meninas de cabelos habitados
Pela alegria da vida a crescer
Jamais entenderiam o sussurro
Pontiagudo
Dos camuflados assassinos

Ao deixar a luz das cores infantis
As meninas ainda estariam a correr
Cabelos gritando a
Alegria da idade dos sorrisos

mfs
>

domingo, junho 27, 2010

escrevinhando

Não há sombras de folhagens nas minhas janelas
O sol arde nos vidros sem cortinas

Nos telhados fronteiros os pombos fazem ninhos
Nos algerozes entupidos

Uma jovem gaivota grita no ninho de seus pais
E responde às minhas tentativas de diálogo

Espero vê-la lançar-se sobre o parapeito
Para me conhecer

Pequenos tufos de plantas cumprem o seu ciclo de vida nos beirais

As chaminés parecem prontas a desmoronar-se
Com as antenas televisivas quase obsoletas

A chinfrineira da recolha das garrafas dos bares
Faz-me ranger os dentes

Hoje é domingo

domingo, junho 20, 2010

escrito

Com um largo traço a pincel
Negro
Marco no papel
Branco
Um trajecto

Com uma faca
Vinco
Sobre o traço negro
E
Sobre o papel branco

Com um pincel molhado em
Água limpa
Desfaço parte do traço
Negro

Espalho a mancha sobre o papel
Branco
Agora cinzento
Na zona escolhida

Sobre o cinzento aguarelado
Desenho pequenos traços
Sinuosos
A branco

Olho de longe

sábado, junho 19, 2010

sexta-feira, junho 18, 2010

José Saramago

Ergo uma rosa, e tudo se ilumina
Como a lua não faz nem o sol pode:
Cobra de luz ardente e enroscada
Ou ventos de cabelos que sacode.
Ergo uma rosa, e grito a quantas aves
O céu pontua de ninhos e de cantos,
Bato no chão a ordem que decide
A união dos demos e dos santos.
Ergo uma rosa, um corpo e um destino
Contra o frio da noite que se atreve,
E da seiva da rosa e do meu sangue
Construo perenidade em vida breve.
Ergo uma rosa, e deixo, e abandono
Quanto me doi de mágoas e assombros.
Ergo uma rosa, sim, e ouço a vida
Neste cantar das aves nos meus ombros.

José Saramago

terça-feira, junho 15, 2010