Não há sombras de folhagens nas minhas janelas
O sol arde nos vidros sem cortinas
Nos telhados fronteiros os pombos fazem ninhos
Nos algerozes entupidos
Uma jovem gaivota grita no ninho de seus pais
E responde às minhas tentativas de diálogo
Espero vê-la lançar-se sobre o parapeito
Para me conhecer
Pequenos tufos de plantas cumprem o seu ciclo de vida nos beirais
As chaminés parecem prontas a desmoronar-se
Com as antenas televisivas quase obsoletas
A chinfrineira da recolha das garrafas dos bares
Faz-me ranger os dentes
Hoje é domingo
álvaro de campos / quando nos iremos, ah quando iremos de aqui?
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Quando nos iremos, ah quando iremos de aqui?
Quando, do meio destes amigos que não conheço,
Do meio destas maneiras de compreender que não compreendo,
D...
Há 15 horas
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